Brasil está pronto para a Copa 2026? A pergunta ocupa a cabeça do torcedor a menos de duas semanas da estreia contra o Marrocos. Os quatro amistosos do ciclo pré-Copa entregaram respostas importantes. Algumas animam. Outras ainda preocupam. E o cenário completo exige análise honesta antes do dia 13 de junho.
O que os amistosos mostraram sobre o Brasil?
O ciclo preparatório de Ancelotti teve altos e baixos bem definidos. Em março, o Brasil perdeu para a França por 2 a 1 em Boston. Mbappé abriu o placar aos 31 minutos com uma cavadinha, e Ekitiké ampliou no segundo tempo. Bremer descontou, mas a Seleção não conseguiu o empate mesmo com a França jogando com dez jogadores após a expulsão de Upamecano.
Cinco dias depois, o Brasil respondeu com uma vitória convincente. Contra a Croácia em Orlando, a Seleção venceu por 3 a 1, com gols de Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Martinelli. Contudo, o adversário chegou desfalcado de algumas peças e o resultado positivo precisou de contexto para ser avaliado com precisão.
O quadro geral dos quatro amistosos do ciclo fica assim:
| Adversário | Data | Local | Resultado |
|---|---|---|---|
| França | 26/03 | Boston (EUA) | Derrota por 2 a 1 |
| Croácia | 31/03 | Orlando (EUA) | Vitória por 3 a 1 |
| Panamá | 31/05 | Maracanã (BRA) | A disputar |
| Egito | 06/06 | Cleveland (EUA) | A disputar |
Quais são os pontos positivos da Seleção?
O ataque é o setor mais animador. Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Martinelli marcaram contra a Croácia, mostrando que o Brasil tem gols além dos nomes óbvios. Endrick entrou bem nas duas partidas e contribuiu com assistências decisivas. Primeiramente, a variação ofensiva é um trunfo real. Além disso, Vinicius Júnior ainda não atingiu seu melhor nível nos amistosos, o que significa que o Brasil tem espaço para crescer justamente na Copa.
A gestão de elenco de Ancelotti também chama atenção positiva. O treinador testou combinações diferentes nas duas partidas, avaliou jovens como Rayan e Igor Thiago e mostrou que o grupo aceita diferentes sistemas táticos sem perder identidade.
O que ainda preocupa?
A derrota para a França acendeu alertas reais. Casemiro perdeu a bola no meio-campo no lance que originou o primeiro gol de Mbappé, expondo a vulnerabilidade da Seleção no controle de jogo contra equipes de alta pressão. Entretanto, o problema não é novo. O Brasil conviveu com essa fragilidade durante todo o ciclo das Eliminatórias.
Todavia, o maior ponto de interrogação está na defesa. A Seleção sofreu três gols em dois amistosos contra adversários de padrão europeu, e enfrenta Marrocos na estreia, equipe que venceu todas as oito partidas das eliminatórias africanas. Por outro lado, a chegada de Léo Pereira e as trocas na zaga mostram que Ancelotti ainda ajusta a espinha dorsal defensiva.
Ancelotti tem respostas para o Mundial?
O treinador italiano demonstrou adaptabilidade. Depois da derrota para a França, trocou o esquema e o Brasil respondeu com uma vitória sólida. Ademais, este é seu primeiro Mundial como treinador, o que adiciona uma variável nova ao cenário, tanto de incerteza quanto de frescor tático.
O Brasil chega com elenco de qualidade, um técnico experiente em grandes palcos e uma torcida que acredita no hexa após 24 anos. Inclusive, a Argentina de 2022 também chegou com dúvidas reais e saiu campeã. O futebol sempre reserva espaço para quem chega preparado e unido.
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