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A história do Brasil nas Copas do Mundo: Relembrar é viver

A história do Brasil nas Copas do Mundo: Relembrar é viver

A história do Brasil nas Copas do Mundo é diferente de tudo no futebol. Nenhum outro país participou de todas as edições do torneio. Nenhum levantou a taça cinco vezes. E nenhuma outra seleção construiu uma relação tão intensa com o maior evento esportivo do planeta. Cada geração tem sua Copa. Cada Copa tem sua emoção. E cada emoção vive para sempre.

1958: o nascimento de uma era

O Brasil chegou à Suécia carregando o peso de 1950, quando perdeu o título em casa para o Uruguai no Maracanã. Oito anos depois, um garoto de 17 anos mudou tudo. Pelé entrou em campo na fase final do torneio e transformou a Copa em apresentação pessoal ao mundo. A Seleção venceu os donos da casa por 5 a 2 na final, com Pelé marcando dois gols. Além disso, Garrincha enchantou o mundo com sua magia pelo lado direito. O futebol brasileiro deixava de ter complexo e passava a ter identidade.

1962 e 1970: Garrincha e a geração perfeita

Contudo, não parou em 1958. Quatro anos depois, no Chile, o Brasil se tornou bicampeão com Garrincha como protagonista absoluto após Pelé se machucar logo na segunda rodada. A final terminou 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

Primeiramente, a Copa de 1970 no México ainda é considerada por muitos especialistas a maior exibição coletiva de uma seleção na história do torneio. O Brasil venceu todos os seis jogos, marcou 19 gols e concedeu apenas sete. Pelé, Jairzinho, Rivellino e Tostão formavam um ataque que parecia irreal. A vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final consolidou o tricampeonato e transformou aquela equipe em símbolo eterno do futebol bonito.

1994: o fim de 24 anos de jejum

Entre 1970 e 1994, o Brasil chegou às fases finais em quase todas as edições. Todavia, a taça não vinha. A geração de Zico, Sócrates e Falcão encantou o mundo em 1982, mas caiu diante da Itália na segunda fase. A dor acumulou. Entretanto, em 1994, nos Estados Unidos, Romário e Bebeto formaram a dupla mais celebrada da seleção e conduziram o Brasil ao tetracampeonato após 24 anos de espera. A final contra a Itália terminou em 0 a 0 e foi decidida nos pênaltis, com Roberto Baggio chutando para fora na cobrança decisiva. O mundo parou.

2002: Ronaldo Fenômeno e o pentacampeonato

Ademais, a Copa de 2002 no Japão e Coreia do Sul guardava uma história de superação individual que transcendeu o futebol. Ronaldo Fenômeno havia sofrido uma convulsão às vésperas da final de 1998 e saiu derrotado por 3 a 0 para a França. Quatro anos depois, ele voltou. Marcou dois gols na final sobre a Alemanha e levantou a taça. O Brasil se tornou pentacampeão, único na história do torneio. Entretanto, aquele gol duplo de Ronaldo foi muito mais do que futebol. Foi a confirmação de que histórias incríveis acontecem quando o esporte e a humanidade se cruzam.

O que veio depois e o que vem pela frente

Desde 2002, o Brasil acumula eliminações nas quartas de final em 2006, 2010 e 2022, além do traumático 7 a 1 sofrido para a Alemanha em 2014, em casa, no Mineirão. Por outro lado, a história do maior campeão da Copa do Mundo não terminou. Em 2026, sob o comando de Carlo Ancelotti, com Vinicius Júnior como principal referência e o retorno de Neymar, o Brasil busca a sexta estrela após 24 anos de jejum, exatamente o mesmo intervalo que separou 1970 de 1994.


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